Regia

REGIA

1. O Conselho escolhido pelo Concilium para exercer autoridade sobre a Legião de Maria numa região, logo abaixo do Senatus, será chamado Regia. O Concilium decidirá se a Regia deve estar diretamente filiada ao Concilium ou ao Senatus.
2. Quando a categoria de Regia for conferida a um Conselho já existente, este continuará a exercer as suas funções originais, a que acrescentará as novas funções (Veja-se a este respeito o nº 1, parágrafo 19, deste capítulo sobre a Administração da Legião).

A Regia é formada pelos seguintes membros:

a) Os Oficiais de cada um dos ramos legionários diretamente filiados à Regia;

b) E os membros do Conselho, a que foi conferida a categoria de Regia, quando tal for o caso.

3. O Diretor Espiritual da Regia será designado pelos Bispos das dioceses, sobre as quais a Regia tem o poder de administração.

4. A eleição dos Oficiais dos Conselhos diretamente filiados à Regia está sujeita à aprovação pela mesma Regia. Estes Oficiais têm o dever de participar das reuniões da Regia, a não ser que estejam impedidos por circunstâncias especiais, como por exemplo, a distância.

5. A experiência comprovou já que a nomeação de correspondentes é a forma mais eficiente de a Regia cumprir as suas funções de controle dos Conselhos distantes, que a ela estão filiados. O correspondente mantém contato regular com o Conselho e, a partir das atas recebidas mensalmente, prepara um relatório que apresenta à Regia, quando lhe for solicitado. Participa das reuniões da Regia e dos debates, mas não tem direito a voto, a não ser que seja membro da Regia.

6. Um exemplar das atas das reuniões da Regia deve ser enviado ao Conselho Superior a que está diretamente filiado.

7. Qualquer proposta de modificação da composição da Regia, que provoque grande alteração na sua reunião, exige aprovação formal por parte do Concilium, quer ela esteja diretamente filiada ao Conselho, quer a um Senatus.

8. Nos dias da antiga Roma, a Regia era a residência e local de trabalho do Pontífice Máximo; mais tarde passou a indicar a capital do rei ou a corte.

“Ser múltiplo e distinto e, todavia, ser absolutamente uno – ser a Santidade, a Justiça, a Verdade, o Amor, o Poder, a Sabedoria, ser cada uma destas qualidades tão plenamente como se fosse a única – implica na natureza divina uma ordem infinitamente superior e incompreensível à nossa razão, ordem que é qualidade tão maravilhosa como qualquer outra e o resultado de todas elas” (Cardeal Newman: A Ordem, Testemunho e Instrumento de Unidade).